Carta Aberta À Uma Flor

Flores. Elas estão por todos os lados. Jorram o seu perfume pelo ar e balançam suas pétalas ao dançar com o ar, esta sinfonia Divina que nos envolve afim de nos alegrar.
Um dia encontrei uma flor. Ao olhar em sua direção, a mesma me presenteou com um dos mais belos espetáculos em que eu, um ser vivo tão pequeno, poderia ter: Um sorriso. Ela sorriu com suas longas pétalas, se inclinou e me abraçou. Quer perfume!

A partir daquele momento não compreendi que minha vida e meu mundo eram feios. Nunca ninguém havia mostrado tamanho zelo pela minha espécie. Ela queria cuidar de mim, e eu dela. Mas ela era tão fraquinha, olha só o tronco dela! Magrinha, mas de uma força. Nunca se deu por vencida. Foram tempestades, incêndios, pragas e ela se manteve firme e forte ali. Sorte minha!

Quando a conheci era verão, o Sol brilhava e não nos faltava absolutamente nada. Passávamos horas conversando sem que pudéssemos notar o revezamento do amigo Sol e da amiga Lua. Como eu amava estar ali e com ela!

Durante a virada da estação o inverno veio e com ele um vento muito forte. Ela insistia em ir para a direção em que o sopro da Divindade apontava e eu dizia que ela tinha que se manter no lado oposto, para não se machucar. Ela não acatava a minha sugestão, assim como não concordava com a minha maneira de viver. Eu gostava de ficar parado e saltando, igual um maluco e ela gostava de ficar parada admirando o céu. Um dia achei que era muito diferente dela e resolvi sair pelo mundo, sem lenço e sem documento, como a canção. Redescobri aquele mundo feio e tenebroso já vivenciado.

Voltei! Estava chuvendo. Mas quem se importa? Ela estava comigo mais uma vez! E aquele sorriso… Ela disse que sentia minha falta e que só queria o meu bem, e por isso ficou daquele jeito, parada, como era de costume. Mas o meu bem, assim como o da minha flor, era estar com ela. Ela não resolveu pular como eu, mas decidiu balançar seu esguio corpo comigo e decidi também aprender com ela a beleza de ficar imóvel e observar as coisas ao nosso redor. Somos muito diferentes. Mas isso é óbvio! Ela é uma flor, um amor, e eu sou um esquilo, apenas um roedor. E é por isso que eu te amo! Func, func func!

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A Vingança Brasileira Contra o Caos

Desorganização, falta de planejamento, corrupção, fim do mundo ou simplesmente caos. O atual ano despede-se com “sabor de quero mais”. Repetiram-se mais uma vez os equívocos do passado e o Brasil do futuro parece não acreditar mais no Brasil do presente.

Os políticos brasileiros mais uma vez foram destaques negativos, tornando-se conteúdo farto para os mais diversos meios de comunicação, nacional e internacional. Como na Ilíada de Homero, desenharam-se mocinhos e vilões em combates épicos. Quem poderá esquecer as tórridas discussões entre o Ministro relator Joaquim Barbosa e o Ministro revisor Ricardo Lewandowski? Em determinados momentos, durante os debates, ambos Ministros mostraram o lado Aquiles e Heitor respectivamente.

A falta de planejamento do governo federal também marcou o ano que termina, tendo o seu ápice nas inúmeras obras atrasadas para a próxima Copa do Mundo de futebol. No cenário econômico, a presidenta Dilma Rousseff teve sua decisão de manter Guido Mantega como responsável pelo Ministério da Fazenda questionada por periódicos e revistas especializadas, como a inglesa Financial Times.

Brasileiros e brasileiras, que são os principais influenciados por qualquer medida adotada pelo governo federal, parecem estar satisfeitos com a atual gestão, uma vez que, a presidenta Rousseff margeia oitenta porcento de aprovação popular. Apesar dos inúmeros escândalos que ficaram em evidência na mídia durante grande parte do ano como o “Mensalão” e a “CPI do Cachoeira”, o brasileiro parece não se importar. Durante o ano, novelas como “Avenida Brasil” ocuparam um espaço considerável na vida do brasileiro. Sociólogos e filósofos tentaram explicar o fenômeno televisivo. A analogia entre os personagens da famosa novela e o cidadão comum é inevitável. Futebol, intrigas, vingança e tudo o que contempla o cotidiano, foram amplamente explorados, fazendo com que assuntos importantes para o país fossem deixados de lado e que a música “Vem Dançar Com Tudo” fosse disseminada aos quatro cantos do país.

Nem tudo foi perdido neste ano, o Supremo Tribunal Federal condenou muitos dos réus do “Mensalão” e também elegeu seu primeiro presidente negro: Joaquim Barbosa. É preponderante que o combate à corrupção e o investimento na educação sejam feitos, para que os atuais flagelos parem de assolar o país. O brasileiro deve recorrer ao seus direitos, informando-se cada vez mais e participando de maneira ativa dentro da política. Desta maneira, irá conseguir vingar-se do caos e da desordem, indo às urnas e escolhendo candidatos que tenham zelo e respeito por seus mandatos; e não alienando-se com conteúdos medíocres mastigados e empurrados pela televisão. Alguém grita na rua: – O carnaval está chegando!

Quem será que vai dançar em 2013?
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Traça Digital

TheophilAmigos leitores, esta semana uma notícia muito interessante foi trazida para nosso conhecimento. Uma entidade de pesquisa norte-americana divulgou que um em cada americano leu um livro no formato digital em 2011. A maioria dos entrevistados preferem ler seus livros no PC, em segundo lugar vêm os leitores digitais seguido por tablets como o iPad e smartphones. Será este o fim do livro de papel? Será este o fim das bibliotecas e livrarias?

Desde que o Kindle (leitor digital da Amazon) entrou no mercado, começei a acreditar que os livros de papel estavam com os seus dias contados. Argumentos não faltam para tal afirmação, alguns destes são: sustentabilidade, custo e praticidade. Faz aproximadamente nove meses em que obtive o meu primeiro leitor digital. Como estes “brinquedinhos” não são comercializados no Brasil, pedi para um amigo trazer dos Estados Unidos um Kindle. A compra foi realizada com cartão de crédito internacional convencional, e é exatamente igual a qualquer outra compra que alguém realiza na web. Navegando durante o processo da compra a loja virtual me sugeriu alguns itens para adicionar ao carrinho. Acabei adquirindo também uma capa de couro com uma espécie de lanterna para leituras em ambientes escuros. Feito o pedido era só aguardar.

Ao abrir a caixa pude perceber que o equipamento era extremamente leve, de design simples, mas bonito. Após algumas horas de primeira carga na bateria, ele e eu estávamos prontos. Alguns livros no próprio site da Amazon são de graça e por conta disso logo fiz o download para verificar a usabilidade. Hoje posso afirmar com convicção que não trocaria meu Kindle por qualquer outro livro de papel. Alguns dias atrás tive a oportunidade de ter um em minhas mãos. E pasmem, não conseguiria narrar aqui o quão difícil foi realizar aquela leitura. Simplesmente não conseguia me adaptar, e por diversas vezes tive que parar e retomar ao livro. A fonte estava pequena demais, as curvas das páginas me atrapalhavam e por incrível que pareça, até a lanterninha da capa de couro do meu Kindle fez falta. Se antes de ter um Kindle já achava que o livro de papel estava condenado, agora já o vejo como enterrado.

Um dia, conversando com um amigo, ele me perguntou sobre o futuro do livro de papel e expressei a mesma opnião que você pôde ler nos parágrafos acima. Ele não concordou comigo e logo pôs a minha opnião em dúvida. As pessoas gostam de tocar e de sentir dizia ele defendendo quase que com sua a vida os livros de papel. De certo modo, concordei com ele.

Me recordei dos vários momentos em que me refugiei dos meus problemas em livrarias e bibliotecas. Aquele ambiente, aquele cheiro e o fato de poder folhear as páginas em minhas mãos traziam uma sensação que muito me confortava e conforta. Após alguns momentos de meditação realizei que estava pensando como uma pessoa de 17 anos em 1988 e não uma de 17 em 2012.

Esta sensação tão característica que o livro trás para minha geração simplesmente não vai mais existir na atual e nas próximas. A tecnologia do papel (incrível) será aos poucos migrada para as telas com tecnologia E-Ink, onde estas simulam o papel. É claro que o papel não desaparecer de uma hora para outra e também não vai deixar de existir, contudo, sua utilização vai ser cada vez mais rara e para fins específicos. Simbolicamente, podemos afirmar que essa é a destruição da biblioteca de Alexandria 2.0.

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Cu

Amigo leitor, eu sei que ainda é carnaval, contudo por favor segure o ímpeto voraz que dilacera a alma, as roupas e a voz de tanto cantar as marchinhas tão queridas e adoradas por tanto tempo. O título é um tanto quanto sugestivo para a época do ano, porém me refiro ao elemento químico Cobre, cujo o símbolo da tabela periódica é Cu (do latim cuprum).

Nos último mês de junho, a indústria de São Paulo teve um prejuízo de R$278 mil com o desvio de 15,4 toneladas do metal. Este cobre roubado é revendido e comprado sem qualquer garantia de procedência. As fontes parecem ser inesgotáveis: empresas de telecomunicações, energia e engenharia civil são os principais alvos. No Rio de Janeiro não é muito difícil de encontrar uma rua sem luz por conta do roubo de cobre. E se por um lado a falta de luz traz grande incômodo para nossa população, a presença dela parece não afetar a atuação dos nossos gatunos. Em reportagem exibida a pouco tempo no jornal “Fantástico” da Rede Globo, os repórteres flagraram o meliante usando até uma picareta para arrancar os fios de uma mureta em plena luz do dia.

O episódio mais recente que tivemos e que tomou maiores proporções, foi o do último dia 6 de fevereiro. O MetrôRio foi a vítima da vez. Onze estações da Linha 2 do Metrô ficaram fechadas devido a uma pane no sistema de sinalização. A interrupção do serviço foi causada pelo furto de cabos de energia elétrica que abastecem o sistema, atrapalhando assim, a vida de milhares de cariocas.

O pior amigo leitor, é que somos reféns da nossa própria sociedade. Estes que roubam os cabos de cobre, são os mesmos que adulteram o relógio da água, para roubar água, adulteram o marcador da luz, para roubar energia, roubam o sinal das televisões por assinatura e etc. Somos vítimas de nós mesmos, vítimas daqueles que ao cometerem tais atos, acabam se tornando um espelho para os mais jovens, corrompendo assim toda uma estrutura onde o “levar vantagem” impera no cotidiano. Por isso meu amigo, tome cuidado, mas muito cuidado… Porque quem têm Cu, tem medo.

Roubo de cobre em São Paulo
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Feliz Velho Ano!

Amigos leitores, o blog volta com seu primeiro post de 2012 e com fôlego e esperança renovados para mais um ano. Tenho certeza que durante a virada você recebeu muitos cumprimentos e saudações para o novo ano. Mas será que o ano é realmente novo?

Este novo período de 365 dias não começa promissor. Problemas antigos reaparecem com uma roupagem diferente e passam pelos nossos olhos fazendo com que não percebamos a gravidade dos mesmos, exatamente como no filme Prenda-da me se for Capaz (Catch Me If You Can), onde o personagem de Leonardo DiCaprio utiliza-se de vários nomes, roupas e profissões diferentes para escapar do detetive interpretado por Tom Hanks.

O Brasileiro gosta de um remake. Em um país cuja a edição de um reality show está em sua décima  primeira edição e os índices de audiência parecem não ter limite, prova que gostamos da inércia, ou seja, que somos passivos com relação ao que acontece ao nosso redor. Contudo, o jogo é bem mais complexo do que aquele que passa no horário nobre das terças e muitas crianças com suas famílias param até de comer para assistir.

No programa de TV, o participante pode ser eliminado e sair do confinamento voltando para o seu lar com um ensaio em uma revista masculina ou feminina, contratos assinados de propaganda e todo o glamour que a mais nova celebridade temporária pode ter. Na vida real, o participante é eliminado literalmente. Em outras palavras, ele é soterrado.

Nos últimos anos o Brasil têm sofrido com os temporais de verão, onde estes arrasam comunidades inteiras e deixam famílias desabrigadas sem nem ter um documento para se indentificar. Este ano não está sendo diferente. Minas Gerais padece debaixo das águas e o Rio mais uma vez têm vítimas da chuva.

Após um ano da maior tragédia natural da história do país, quase nada mudou nas regiões afetadas. Prefeitos caçados, desvio de dinheiro, suprimentos e etc são as únicas coisas que não mudam. A verba liberada pelo governo federal para reconstrução das cidades afetadas, construiu qualquer coisa, menos as cidades. Este é só um dos casos que ainda estão por vi para 2012. Lembrando que o tipo 4 do Aedes aegypti já está começando a disparar como novo “hit” do verão. Se Segura Michel Teló!

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A Dama de Verde

O Sol não parecia dar descanso afinal era verão, e a estação é a mais quente de todas no Rio. O clima úmido e a sensação de estufa não ajudavam a pele de Fernando que era castigada, e em uma tentativa de se livrar daquela sensação, jorrava suor por todos os seus poros. Nando, como sua bela namorada o chamava, não estava confortável com aquilo. Era natural, afinal quem se sentiria bem com a roupa toda suja de suor. Estava indo visitar um amigo que muito prezava na Lapa.

Nando era um rapaz formoso, contudo não dava a si próprio tal crédito pois era um um tanto quanto introspectivo. Questionava tudo e todos. Começou a mostrar os sinais de inquietude logo na adolescência, algo inerente a idade e comum a todos os adolescentes, todavia Fernando não era um adolescente qualquer. Seus ideais e filosofia de vida não sumiram com tempo assim como acontece com todo adolescente. Eles aumentaram e ele os manteve. Mas isto foi até ano passado.

Fernando havia entrado em um quadro de tormento interno profundo. Nascido e criado na zona norte, nunca tinha lhe faltado nada. Seus pais conseguiram dar aquilo que se esperava deles: Educação e princípios morais. A namorada Francisca era de classe média assim como ele e muito bonita também. Com todo esse ambiente favorável como era possível tal angústia? E aquele vazio?

Passou bons momentos com o amigo. Entre casos da época da universidade e algumas partidas de dama, deram boas risadas fazendo com que a hora viesse a passar mais rápido. E era aquilo que Fernando precisava. O fato de viver daquele jeito estava matando nosso amigo querido leitor. O vácuo que tomava conta do seu ser era crescente. Fernando estava assim por que tinha desistido de lutar contra um sistema em que um dia acreditou e o traiu. Acreditava nas pessoas e na capacidade que tinham de modificar seu entorno e suas vidas. Assim que saiu da universidade estava cheio de ideias inovadoras e queria colocar todas em prática, mas o mundo é cruel com pessoas assim. E com Fernando não foi diferente. Por isso renunciou sua excência para poder viver em paz já que não aguentava mais ver pessoas novas com costumes antigos.

O calor já estava mais ameno e a Lua crescente brilhava no céu. Era tarde e estava no ponto de ônibus da Rua Primeiro de Março. Estavam algumas pessoas ainda no botequim da frente bebendo. Estava cansado e o ônibus não chegava, o que era comum no Rio naquela hora. Olhou para um lado e viu um cachorro comendo o resto de uma quentinha que um mendigo havia deixado ali. O pobre coitado dormiu em cima do papelão e o vira-lata não o poupou. Na sua frente estava a bela igreja de Nossa Senhora do Monte do Carmo, a antiga Santa Sé. Imaginou o ainda príncipe naquela época D. Pedro, saindo da sede da diocese com D. Leopoldina de Áustria após a oficialização do matrimônio.

– Têm lixo ali!

Olhou para seu lado direito e viu uma bela moça de camisa verde e cabelos lisos em um corte chanel. Ela indicava com o dedo para um homem a caçamba de lixo. Não comprendeu muito bem a situação até ver o tal homem se agachar e recolher um papel de bala que o mesmo havia arremessado contra o passeio público.

Ficou muito intrigado com o ocorrido. Ele mesmo já tinha passado por várias situações semelhantes mas o medo de ser repreendido ou até mesmo agredido tinham feito com que nosso Nando viesse a se calar.

Uma sensação estranha começou a tomar conta de sua mente que era inquieta por natureza. Achou a atitude daquela jovem moça algo maravilhoso e sentia-se atraído. Queria estar do lado dela. Queria saber o que ela pensava, suas opniões e seus pontos de vista. Ao perceber que o vazio estava começando a falar, resolveu entrar em conversação com este. Ficou ali contemplando os transeuntes esperando o ônibus chegar.

– Com licença. Sempre demora assim pra passar?

Levou um susto e acordou do sono que o jogava em um abismo sem precendência.

– É… Sempre.

– Mais é um absurdo.

– Concordo. É sempre assim.

– Não deveria.

– Concordo.

A essa altura fernando estava buscando uma palavra que não fosse “concordo” para dizer no decorrer do diálogo.

– Se eu pudesse pegava um táxi.

– Você está indo para que lugar?

– Glória. E você? Santos dumont.

Estava eufórico e em um ato que surprendeu a si mesmo, indagou:

– Quer dividir um táxi?

– Sim.

Tremeu.

Tinha pouco tempo com ela para conversar, afinal o aeroporto ficava perto dali. Um mundo de ideias e perguntas corriam de um lado para o outro dentro de sua cabeça, não conseguia tomar nenhuma atitude. Não era preciso. A mesma atitude que fez com que a jovem tivesse questionado o pobre coitado da rua, ela o teve com Fernando. Começaram a conversar e não pararam mais. Tinham muita coisa em comum. Quando perceberam já estavam na sua casa na Glória entre beijos e carinhos. Uma noite para não ser esquecida.

O despertador irritante do seu celular tocou acordando assim o nosso novo apaixonado. Se virou para acarariciar sua mais nova princesa e se deparou com o vazio da cama.

– Onde ela está?!

Viu uma taça de vinho chileno do lado da cartela do anti-depressivo que tinha começado a tomar. Uma mistura um tanto quanto perigosa.

– Poderia ter morrido.

Disse sua consciência.

Oliva

Passou o resto do dia vegentando no trabalho. Cada vez que lembrava o rosto da jovem sentia como se uma bigorna batesse em sua cabeça. O que poderia fazer para se livrar daquela mentira provocada por sua fraqueza? Levantou e foi pegar um café. Ao voltar para sua mesa, atualizou seus emails, deletou alguns e guardou outros.

Ficou vagando pelas ruas do Centro. Botequins, prostíbulos e todo tipo de gente começavam a surgir pela noite. Voltou mais uma vez para a porta da igreja do dia anterior e no cantar das onzes horas da noite os sinos vibraram juntamente com o seu celular. Que logo recolheu em suas mãos.

“- Cheguei bem. Obrigado pela noite de ontem! ;-)”

Uma tontura tomou conta do seu ser. Ela era real assim como seus sonhos. Ela o fez feliz por uma noite inteira. Seus sonhos se não viesse a desisitir poderiam o fazer feliz por toda a eternidade.

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Atitude e Extinção

Estamos prestes a segmentar o globo da mesma maneira  que a guerra fria  o fez através do socialismo e do capitalismo. A humanidade hoje está muito avançada tecnologicamente, o que nos faz pensar que apenas temos ou teremos benefícios. Essa afirmação seria válida se não fossemos seres humanos e sim um dos doze Deuses do Olimpo. A tecnologia está em nosso poder para que possa facilitar nossas vidas, ou seja, para que possamos automatizar processos antes feitos de forma manual. O intuito é fazer com que as pessoas possam ter mais tempo para realizar outras atividades, ou otimizar as feitas anteriormente. Mas estamos aproveitando todos esses benefícios? Aplicamos o tempo livre em coisas úteis e engrandecedoras?

Podemos ser enquadrados em duas “espécies”. A primeira, é a do indivíduo que utiliza a seu favor todo o poder tecnológico ou conhecimento disponíveis, fazendo-o assim um agente transformador dentro do seu nicho. Aplicam os recursos disponíveis através da criatividade que possuem para inovar ou corroborar com suas atividades cotidianas ou da sociedade em geral. O outro grupo não domina as ferramentas e o poder intelectual que se encontram com eles, na verdade eles são dominados por estes. São levados única e exclusivamente pela sensação e a facilidade que acreditam encontrar em determinados costumes.

O ser humano, não todos é claro, têm tendência a escolher o caminho mais fácil, o que é totalmente compreensivo, já que teoricamente este caminho trás menos sofrimento ou nenhum para ele. Contudo, faz-se necessário verificar que ao optar pelo caminho mais fácil, o indivíduo deixa de passar pelo processo de aprendizado. O chamado tentativa “erro e acerto”, onde o ser humano aprende por si a concluir uma meta identificada por ele através de todo um mecanismo em que ele mesmo se submete. Este processo é muito engrandecedor e importante ao mesmo tempo. É tão importante que graças a ele, nos tornamos o que somos hoje, o homo sapiens.

Atitude e Extinção

A falta de vontade, vulga preguiça amigo leitor, é a atual inimiga número um da nossa espécie. Estamos deixando de ser auto-críticos. A auto-crítica deve ser algo a ser alimentada todos  os dias. Não podemos perder a curiosidade, ela é algo inerente ao nosso ser. Perguntas como aonde estamos, o que queremos fazer e como fazer são questões que teriam que ser feitas diariamente em uma reflexão constante. A espécie humana está em ameaça de extinção. Chegamos cada vez mais perto de um momento da humanidade em que aquele que não tiver interesse, que não quiser raciocinar fazendo assim com que sua mente pertubada fique atrofiada, venham simplesmente a desaparecer, podendo acabar como sombras de um mundo onde não terão vez, onde alguns destes serão manipulados por grandes mentes voltadas para a deturpação do certo e o errado. Você está disposto a jogar milênios de vontade de evoluir na lata do lixo? Atitude, ou extinção.

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